sexta-feira, 24 de maio de 2013

POTENCIAIS TALENTOS


O programa dos Potenciais Talentos da presente época atinge o seu momento final neste fim de semana, tendo o CA/FPB divulgado que os árbitros que passaram à última fase vão arbitrar os jogos da Fase Final do Campeonato Nacional de sub-18 masculinos.


É, de facto, a competição adequada para o efeito, cabendo a todos os agentes envolvidos reconhecer a competência e o esforço formativo dos jovens árbitros nomeados e criar as condições para que se proporcionem espetáculos desportivos onde a ética e a vontade de ganhar possam conviver num salutar ambiente competitivo.

Os jovens árbitros vão ter a oportunidade de confirmarem as suas reais competências e potencialidades, dando mais um passo na sua afirmação e valorização.


Entretanto, com a conclusão do programa deste ano é oportuno começar a refletir sobre eventuais melhorias a introduzir, mesmo conhecendo as carências e dificuldades existentes e o esforço por todos já desenvolvido.

Com as últimas alterações, o programa deu o “passo” certo no sentido do reforço da ideia de este programa ser, efectivamente, um projeto de formação e não de promoção, para o qual existem programas especificos.

Importa, agora, evoluir para outros patamares, isto é, reforçar esta formação com uma visão integrada no modelo de arbitragem que se deseja e informada dos valores que devem ser prosseguidos por um qualquer sistema de arbitragem nas competições não profissionais.

De facto, em dois aspetos temos que refletir:

Por um lado, a necessidade de caracterizar o modelo de arbitragem desejado e adequado a todas as competições nacionais e o existente, tendo sempre presente as particularidades e potencialidades das nossas competições, a estrutura nacional do sistema de arbitragem, o quadro nacional de juízes e o modelo e filosofia da arbitragem FIBA;

Por outro lado, a formação terá que ser encarada no seu todo e de uma forma integrada e pragmática, isto é, quais os objetivos que queremos alcançar e para tal que formação é necessária desenvolver.

A formação não é um fim em si mesmo, mas uma ferramenta para atingir determinados objetivos, devendo a sua conceção ser mais imaginativa e inovadora.

Por isso, e não só neste programa, é preciso que nos focalisemos no essencial e determinante para atingir os objetivos desejados, o que é decisivo é saber caracterizar o que se pretende alcançar, que resultados são necessários trabalhar e não se bastar com o colher dos frutos que a natureza vai dando.

Conhecendo o que queremos e o que temos, então sim o programa dos Potenciais Talentos é uma verdadeira "ferramenta" de trabalho para atingir esses objetivos, que usada com transparência e rigor ao serviço da modalidade pode ser um fator decisivo para o sucesso da arbitragem a nivel nacional.

O desafio à reflexão está lançado, a ele voltaremos quando for oportuno.

Valdemar Cabral

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