domingo, 11 de maio de 2014

ELEIÇÃO DE DELEGADOS ASSEMBLEIA GERAL DA F.P.B.

SOU CANDIDATO


Está aberto o processo eleitoral para a constituição da Assembleia Geral da FPB, para o quadriénio 2014-2018.
 

Este processo eleitoral é uma oportunidade para, aos mais diversos níveis, se apresentarem propostas, se discutirem soluções e, de uma forma participativa e inovadora, todos contribuírem para um novo impulso na nossa modalidade.

A Assembleia Geral da F.P.B., enquanto órgão máximo da modalidade, tem que ser o motor desse impulso e o fórum onde se debata e aprove a politica de desenvolvimento e as estratégias a prosseguir, cabendo aos diversos órgãos executivos promover os meios para a sua persecução e permanente adequação às necessidades competitivas e à valorização do jogo em todas as suas vertentes.

Neste sentido, decidi candidatar-me ao lugar de Delegado, a eleger pelos Juízes.
 
Candidato-me porque considero que reúno todas as condições para poder representar os juízes e contribuir para um trabalho que, sendo colectivo, tem que ter elementos de referência, com competência, provas dadas  e capazes de motivar e gerar consensos com todos os agentes da modalidade

Por outro lado, faço-o porque entendo que:

  1. Os juízes têm que ter uma voz ativa e inovadora que intervenha numa perspectiva global na defesa dos interesses da arbitragem, enquanto factor determinante do sucesso do jogo e do seu desenvolvimento;
  2. É necessário pensar o Basket, reconhecendo todos os aspetos positivos mas também que há um longo e difícil caminho a percorrer se quisermos que o basquetebol seja uma modalidade de maior referência no desporto nacional;
  3. É imperioso dar um passo qualitativo no modelo de gestão da arbitragem, definindo  objetivos e metas, áreas de responsabilidade e responsáveis, modelos e meios de gestão;
  4. É tempo de novas propostas, novas perspectivas e novos métodos de trabalho, devendo todo e qualquer órgão de gestão assumir compromissos, metas e resultados, para que perante eles se possa avaliar a atividade desenvolvida, corrigir processos e promover a melhoria continua da gestão do Basquetebol.

Oportunamente dirigir-me-ei a todos os juízes apresentando-lhes aquilo que considero serem as linhas de orientação do meu mandato e que espero venha a merecer o seu apoio, condição indispensável para que se possa tornar uma realidade.

Valdemar Cabral

sábado, 19 de abril de 2014

DIRETOR TÉCNICO ARBITRAGEM


FERNANDO ROCHA
 
 
Após a minha última reflexão neste espaço, foi-me colocado o desafio de ir um pouco mais além e apontar medidas concretas para a melhoria do desenvolvimento da arbitragem.

Compreendo esse ponto de vista e ele está no meu objetivo.

No entanto, a minha sensibilidade e experiência diz-me, há muito, que o problema essencial é de visão, definição de objetivos e de capacidade de mobilização e não de ideias avulsas e sempre desgarradas do todo que é o Basquetebol.

Todas as ideias têm que assentar em objetivos concretos e as pessoas que as possam executar, devidamente enquadradas na estratégia que venha a ser definida.
 
Por isso, o que para mim é essencial são os aspetos subjectivos e de valores, e a eles me tenho referido de forma mais persistente, quer neste espaço quer nas escassíssimas oportunidades em que se fala de arbitragem, designadamente nos clinics da ANJB.

Isso não invalida o reconhecimento da necessidade de concretizar algumas ideias e a forma de as implementar, o que irei fazendo "step-by-step"

Uma ideia chave já defendida, e devidamente concretizada, é a absoluta necessidade de alterar os Estatutos da FPB no que concerne à organização da arbitragem, proposta que considero essencial para se dar um passo em frente no envolvimento de Treinadores, Jogadores e Dirigentes na procura das melhores soluções para o desenvolvimento sustentado da arbitragem.

Dando mais um passo, é imperioso criar o lugar de Diretor Técnico para a Arbitragem (DTA) e ressuscitar um ideia de há mais de 20 anos, mas deixada ao abandono não se sabe bem porquê, que é a criação do Corpo Técnico Nacional da Arbitragem (CTN).

Temos em Portugal do melhor que há no mundo conhecido para o desempenho dessas funções, isto é, pessoa com reconhecida capacidade técnica, disponibilidade para o efeito, espírito de colaboração, bom senso, capacidade de gerar consensos e, acima de tudo, humildade e capacidade de trabalho em prol dos outros.
 

Não há qualquer hipótese de, no quadro actual e nos próximos anos, pensar o desenvolvimento da arbitragem que não seja envolvendo pessoas com aqueles predicados e para mim não há dúvidas de que só existe uma pessoa - o árbitro FERNANDO ROCHA.
 

Com ele seria definido o CTN o qual não deveria ter mais do que 5 elementos representando os 3 setores da arbitragem:

Árbitros, Oficiais de Mesa e Comissários Técnicos.

O DTA e o CTN, enquadrados na estratégia do CA/FPB, apresentariam um programa de ação que, se aprovado, asseguraria em direta colaboração com os CAD´s a execução assente em 3 vertentes:
  • Captação e formação de novos juízes;

  • Programas de formação contínua regional e nacional;

  • Divulgação de orientações e recomendações técnicas.

Este é um pequeno e simples passo que depende, exclusivamente, da vontade de quem propõe e da disponibilidade do nomeado para aceitar, mas que significaria, indubitavelmente, um grande avanço para a arbitragem.

Vamos analisando, discutindo e definindo cada peça do puzzle e, no fim, juntemos as peças e talvez tenhamos dado um forte contributo para a nossa modalidade.

 

Valdemar cabral

sexta-feira, 18 de abril de 2014

ELEIÇÕES F.P.B.

 
 

REFLEXÕES

 

Do feedback que tenho recebido sobre as ideias/propostas para a arbitragem que vou partilhando neste espaço com todos aqueles que, de boa fé e espírito construtivo, querem trabalhar em prol da modalidade, uma das opiniões mais frequentemente transmitidas é que as ideias correspondem, em muito, àquilo que seria desejado, mas a realidade da nossa modalidade não reúne as melhores condições para as levar a efeito, sendo muito difícil de as implementar.
 
Apesar de não concordar plenamente com esta ideia, também não é menos verdade que as coisas não serão fáceis, pelo que a ponderação
de outros factores terá também que ser feita.

 
No entanto, é sempre preciso um sonho para criar um conceito, para obtermos a superação, e são precisas pessoas para tornar os sonhos realidade.
 
Se nos bastarmos sempre só com aquilo que é possível, quer queiramos quer não, muito dificilmente superaremos a realidade e acabaremos por fazer sempre o mesmo, umas vezes melhor outras vezes pior.
Por isso, com bom senso e sentido de responsabilidade, deveremos sempre sonhar e lutar por esse sonho.
 
Estas reflexões poderão ser sonhos que não têm pessoas para os tornar realidade, mas é minha convicção que mais cedo do que tarde terão que ser uma realidade.
 
A modalidade precisa dessa reflexão, precisa da participação de clubes, treinadores e jogadores no desenvolvimento da arbitragem, mas essa participação tem que ser verdadeiramente integrada, responsável e responsabilizante.
 
Ninguém tem a solução única ou é detentor da melhor solução, por isso, é para mim absolutamente decisivo eleger a Assembleia Geral da FPB como o fórum, à falta de melhor, para discutir, definir e assumir compromissos para o desenvolvimento da arbitragem
 
É evidente que não pode ser o local único de discussão, nem é essa a sua função determinante, mas tem um papel catalisador e, acima de tudo, a função deliberativa que só a ela cabe.
 
Assumida esta dimensão, fácil será multiplicar os espaços de trabalho sobre a arbitragem, pelo menos sobre a arbitragem que eu sonho.
 
Mas este sonho, para ser realidade, necessita de pessoas, isto é, de liderança com capacidade de gestão.
 
Liderança no sentido de contagiar e comprometer uma equipa vencedora, de saber comunicar com impacto os objectivos e metas a alcançar;
 

Capacidade de gestão numa perspectiva de antecipar necessidades, definir valores e ter uma visão.

Não nos preocupemos com as pessoas mas com os projetos, e não tenhamos o doentio defeito de ver em quem não pensa como nós, os nossos inimigos.
 
 
Como já referi neste espaço, o pensamento divergente deve ser aceite como um contributo positivo, assente no princípio que a diversidade de opinião é um valor indispensável para o desenvolvimento das sociedades.


valdemar cabral

terça-feira, 1 de abril de 2014

ELEIÇÕES F.P.B.



Reflexões - Parte II

Enquadramento Estatutário do Conselho de Arbitragem

 
Para que o setor da arbitragem reforce a relevância institucional que lhe é devida e, acima de tudo, motive a discussão, participação e envolvimento de clubes, treinadores, jogadores, dirigentes e juizes na procura das melhores soluções e dos melhores processos de trabalho, torna-se necessário que o seu enquadramento na estrutura da modalidade seja mais pró-ativo e também a arbitragem incentive a participação de outras partes e lhes conceda espaço de opinião e relevância nas decisões.

Já lá vai o tempo em que se defendia que a arbitragem é uma questão para os árbitros como, durante muito tempo, se defendeu que a gestão dos hospitais era para os médicos e a dos Tribunais para os Juízes.

Nada disso, a gestão de qualquer atividade tem dois domínios autónomos, mas complementares - o especificamente técnico e o politico-estratégico, pelo que o que importa é capacidade de constituir e liderar equipas competentes e multidisciplinares, perfeitamente alinhadas com a estratégia aprovada.

Neste sentido, tendo presente que nos termos da legislação aplicável e dos Estatutos federativos o CA/FPB é um órgão autónomo executivo e que o poder deliberativo reside, exclusivamente, na Assembleia Geral, seria de todo recomendável transferir para a Assembleia Geral o fórum de excelência de discussão, definição e aprovação das grandes linhas estratégicas da arbitragem e, complementarmente, nela os seus responsáveis procurarem os  apoios e a co-responsabilidade de todos os agentes para as suas propostas de trabalho.

Seria uma nova forma de encarar o diálogo da arbitragem com a modalidade e, por outro lado, uma oportunidade para sensibilizar todos os agentes para as dificuldades e questões que preocupam os juízes e a arbitragem.

Por outro lado, o próprio CA/FPB terá que procurar uma forma organizativa mais inovadora, dinâmica, transparente e assente num modelo de gestão que aponte para a plena participação e responsabilização de todos os seus membros e permita, por outro lado, a monitorização da sua atividade face aos objetivos estratégicos propostos.

Em termos concretos, e em linhas gerais, a nossa proposta de enquadramento estatutário do CA/FPB no quadro legal existente, passaria pela alteração dos Estatutos da FPB no seguinte sentido:


1º - Consagração do principio de, anualmente, o CA/FPB submeter a análise, discussão e aprovação da AG o Relatório de Atividades referente a cada ano/época, bem como o Plano de Atividades e Orçamento para a época seguinte, documentos a que, mais detalhadamente, voltaremos numa próxima reflexão;

2º - A estrutura de funcionamento do CA assentaria na existência dos seguintes Pelouros, para além de outros que o próprio CA entenda criar:

Área Técnica;

Formação;

Nomeação de Juízes;

Avaliação de Juízes.

 
3º Cada Pelouro teria um membro do CA como Responsável, não podendo nenhum dos membros ter sob sua responsabilidade direta mais que 2 Pelouros;


4º O Pelouro das Nomeações e o das Avaliações  teriam Responsáveis distintos;


Esta proposta, ou outras que venham a ser consideradas pertinentes, teria, sem qualquer margem de dúvida,  como grande consequência enriquecer a participação de todos no setor da arbitragem, promover a relevância da arbitragem no seio da modalidade e co-responsabilizar todos os agentes pelos sucessos e insucessos alcançados.

Penso que valerá a pena refletir….

Valdemar cabral

domingo, 30 de março de 2014

ELEIÇÕES PARA A F.P.B.

REFLEXÕES - Parte I

 
Com as recentes decisões da Assembleia Geral da FPB, deu-se formalmente início a um processo global para eleição dos titulares dos órgãos sociais de FPB e para os Delegados da Assembleia Geral.

Este processo, para que todos os amantes da modalidade estão convocados,  deve ser encarado com a máxima normalidade e responsabilidade, pois é necessário dar o passo em frente e saber assumir responsabilidades.

Mas devemos fazê-lo com transparência e com plena abertura para discutir ideias e projetos, e não pessoas, sabendo respeitar o passado e quem ao longo dos anos deu o melhor do seu saber e competência em prol da modalidade, enquanto outros mais se preocuparam com as suas vantagens e, nalguns casos, se demitiram das suas responsabilidades.

Não se deve, por isso, construir um projeto pela negativa nem contra ninguém, mas com todos aqueles que revelarem espírito criativo e inovador ao serviço da modalidade e a queiram servir com espírito de missão e contribuir para o seu desenvolvimento.

O que importa são os projectos e não as pessoas, e devemos exigir delas o compromisso pelo cumprimento das propostas que vierem a ser merecedoras da preferência.

O setor da arbitragem, tal como todos os outros restantes órgãos sociais, também vai estar sujeito ao processo eleitoral, pelo que é tempo de sobre ele darmos os nossos contributos e esperar que da discussão surjam os melhores projectos e os melhores agentes para a sua execução.

Ao longo dos últimos anos a arbitragem tem alicerçado todo o seu trabalho no carater voluntarista dos seus protagonistas faltando, de facto, um projecto, uma estratégia e, acima de tudo, um real compromisso com a modalidade.

A arbitragem vive qual região autónoma num país em crise, sem compromissos com a realidade e sem ter sequer que prestar contas da sua atividade a ninguém.

É preciso dar outra dimensão ao setor da arbitragem e deixar de reduzir a sua atividade à mera gestão das nomeações e dos juízes.

Todos sabemos que a cristalização de pessoas e sistemas pode ser o primeiro passo para a estagnação, pelo que importa promover a abertura a contributos de outros agentes, prosseguir um modelo de gestão com compromissos e implementar métodos de acompanhamento de toda a atividade, por forma a avaliar sistematicamente os desempenhos, com o que, por certo, se contribuirá para uma nova era no desenvolvimento da arbitragem.

É tempo de dar passos certos nessa direção.

Nesse sentido, iremos formalizar algumas propostas para discussão com quem, de boa fé, queira contribuir para o desenvolvimento da arbitragem e do Basquetebol.
 
Valdemar cabral

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ELE NÃO NOS MERECE!



"Futebol português não merece os árbitros que tem".
Pedro Proença

 

Referi-me no meu último texto à necessidade de" ter presente que a par de se querer formar um excelente árbitro, é necessário trabalhar para formar um excelente homem, ou mulher".

Não esperava que tão rapidamente esta minha opinião tivesse tão ilustrativo fundamento.

Por isso, trouxe-a à colação, porque não gostaria que um árbitro de basquetebol, por mais reputado que fosse o seu desempenho, alguma vez proferisse afirmações como as que recentemente foram proferidas por Pedro Proença, árbitro internacional de futebol.

De facto, o futebol português não merece este tipo de árbitros, mas outro tipo de homens e mulheres.

Pessoas com humildade, sentido critico, respeito pelos concidadãos que lhes pagam, ou proporcionam condições para serem pagos.

É facto que há na comunicação social um generalizado excesso de apreciação crítica da arbitragem do futebol, não se dando o beneficio da dúvida, nem respeitando uma atividade como a de árbitro, de qualquer modalidade.

Mas também é facto que os árbitros têm que viver, e saber viver, com essa pressão, é o preço do vedetismo tantas vezes procurado, dever e obrigação que se impõe a quem defende o profissionalismo e a ele aderiu.

Não foi a arbitragem que "chamou" toda a comunicação social para divulgar a cerimónia das insígnias da FIFA para a presente época?

Não merecerão os erros grosseiros (ou não os há?) igual destaque?

Pena que a falta de merecimento de todos nós por aquela ilustre personagem, não seja acompanhado da sua emigração para outros países, como a tal são forçados milhares e milhares de jovens com competências bem mais úteis a Portugal.

Os árbitros de topo do futebol nacional são profissionais principescamente remunerados.

Se, por vezes, são injustiçados, que dizer dos homens e mulheres que trabalham 8h e mais por dia para terem um salário de €485,00?

Que dizer de quem tem um intervalo para ir à casa de banho, que é descontado no horário de trabalho?

De quem é obrigado a levar de casa o papel higiénico que utiliza no trabalho ou a alimentação que vai comer sentado no degrau de uma escada ou num banco de madeira? 


Que dizer de quem, tantas e tantas vezes, tem que viver com a coação moral e psicológica da sua entidade patronal, ou dos seus representantes?

E são estes que, no anonimato, alimentam o mundo do futebol, com as suas virtudes e misérias.

É certo que alguns árbitros têm tido bons desempenhos internacionais e, por isso, participado nas mais importantes competições europeias e mundiais não tendo merecido, internamente, o mesmo reconhecimento.

Mas é sério alegar que se sou "bom" na Europa também sou "bom" em Portugal?

Este é um discurso conhecido, mas que não serve senão para tentar tapar o sol com a peneira.

Portugal nada deve a estas personagens que, filhos do anonimato, devem ao futebol toda a notoriedade que têm.

Por tudo isto é que a formação, o acompanhamento e o exemplo de quem dirige são determinantes para formar homens e mulheres que honrem o País em todas as suas atividades, lúdicas ou profissionais, e façam do Desporto uma escola de educação cívica e desenvolvimento pessoal.

Valdemar cabral

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

POTENCIAIS TALENTOS


Uma oportunidade!
 

Inicia-se hoje  a 2ª fase do programa "Potenciais Talentos", no qual vão participar jovens árbitros e árbitras de várias regiões do País.

Esta é, sem qualquer sombra de dúvidas, a iniciativa mais inovadora lançada há cerca de 15 anos na formação de jovens árbitros de basquetebol, sendo o seu contributo decisivo para a valorização e motivação no desempenho de tão difícil função.

No entanto, não devem os jovens encarar  a sua participação neste Programa como a forma mais fácil de atingir objetivos que são comuns a outros jovens árbitros do País, mas como uma oportunidade para se adquirir, ou desenvolver, competências, criar hábitos de trabalho e saber assumir, com humildade, novas responsabilidades.

O tempo que vivemos exige rigor, espírito de sacrifício, capacidade de trabalho e uma atitude de solidariedade e compromisso para o desenvolvimento do bem comum o que, no nosso caso, significa a arbitragem e o Basquetebol.

Importa, por isso, ter presente que a par de se querer formar um excelente árbitro, é necessário trabalhar para formar um excelente homem, ou mulher, pessoas capazes de perceber que a arbitragem não é, e porventura nunca será, um campo de realização profissional, mas uma forma de participação ativa na sociedade e de desenvolvimento pessoal e cívico dos jovens árbitros.

Esta é a grande recompensa da nossa atividade.

Por isso, a formação de juízes deve, hoje em dia, ser feita numa lógica de "banda larga", alicerçada em relevantes valores ético sociais e abrangendo o que se designa por "soft skills", competências transversais necessárias ao pleno desempenho da atividade de qualquer árbitro na realidade sócio desportiva em que nos inserimos.

Torna-se imprescindível transmitir a todos os juízes que a sua formação e desenvolvimento, enquanto árbitro de basquetebol, deve alicerçar-se  em valores como a imparcialidade, a lealdade, o respeito, a humildade, o trabalho e o orgulho de pertença à arbitragem.

Por outro lado, deve ser desenvolvido um conjunto de competências absolutamente necessárias para criar no jovem árbitro um perfil típico do árbitro de excelência do Basquetebol,  capaz de enquadrar e aplicar as competências técnicas exigíveis em qualquer circunstancias do jogo.

De que competências estamos a falar?

Focalização - compreender e responder ás necessidades da modalidade de forma precisa, efetiva e atempada; cultivar com todos os agentes um espírito de parceria;

Trabalho em equipa- os interesses da equipa acima dos interesses individuais; estar aberto a receber feed-backs; apoiar os membros da equipa para atingir os objetivos comuns; partilha de informação e conhecimento;

Rigor e Qualidade - previa definição de objetivos, persistindo na sua concretização; capacidade de auto critica e auto-formação;

Envolvimento - promover uma atitude pró-activa; saber assumir posições de interesse coletivo; investir nos projetos coletivos; saber "vestir a camisola" da arbitragem nos bons e maus momentos;

Responsabilidade - saber assumir responsabilidade pelas ações; trabalhar com persistência para atingir os resultados;

Adaptação á mudança - saber adaptar-se ao tempo e às novas prioridades da modalidade e da arbitragem; flexibilidade para situações imprevistas;

Meus caros árbitros e árbitras deste e de outros programas de "Potenciais Talentos"

O vosso esforço em prol da modalidade é, em muitos casos, um exemplo para todos nós e vivido, semana a semana, por todos aqueles que, nos respetivos CAD´s, vos acompanham.

Aproveitem esta oportunidade, e que o resultado seja o reforço das competências essenciais ao vosso desenvolvimento pessoal, enquanto árbitro, e a valorização da arbitragem nacional.

 

Valdemar cabral