quinta-feira, 29 de agosto de 2013

PENSAMENTO



A RIQUEZA DO PENSAMENTO DIVERGENTE

Torna-se hoje evidente que apesar de uma certa estabilidade dos fundamentos democráticos da nossa sociedade, nem sempre o pensamento divergente de alguém é aceite como um contributo positivo, assente no princípio que a diversidade de opinião é um valor indispensável para o desenvolvimento das sociedades.


De facto, não raramente verificamos situações de manifesta consonância artificial e ocasional de opiniões resultantes de uma mera tática ditada pela conveniência pessoal ou, por outro lado, situações de afastamento ou menorização dos portadores de opiniões divergentes, por forma a que a convergência desejada não seja abalada.

Ainda é uma realidade que muitos encontram consolo quando ouvem dos outros apenas os ecos dos seus pensamentos, refugiando-se no silêncio ou no afastamento da discussão quando as opiniões divergentes podem ser espectáveis.

No entanto, quer se queira quer não, estamos num tempo em que o pensamento divergente tem que ser visto, não como oposição, mas como uma forma de encontrar o maior número possível de soluções para um mesmo problema.

Esta capacidade de criar novas ideias é a melhor forma para, criativamente, buscarmos as melhores soluções, o que por certo se traduz
em promover o desenvolvimento e a melhoria em todos os níveis da nossa vida em sociedade.


Esta é uma reflexão que importa considerar.

Para despertar a curiosidade, proponho a consulta deste link, lamentando a versão em língua inglesa.


VALDEMAR CABRAL

terça-feira, 27 de agosto de 2013

SORTEIO DAS COMPETIÇÕES BASQUETEBOL

O jogo é um espetáculo desportivo

Foram já efetuados os sorteios dos jogos para as principais competições nacionais de Basquetebol, sendo certo que durante o mês de setembro o mesmo irá ocorrer para as restantes competições.
Apesar dos sorteios, há ainda uma fase de acerto de calendarização que importa ter presente, pois tal é decisivo para a promoção do basquetebol como um espetáculo desportivo e redução de custos de organização.
Normalmente os clubes centralizam a sua análise nos horários de disponibilização de instalações desportivas e na capacidade de utilização dos seus jogadores.
Sendo, de facto, aspetos importantes há, no entanto, outros que têm que ser levados em linha de conta, designadamente:
1.  A calendarização dos jogos deve ter em consideração a maior possibilidade de captação de público, pelo que se deve evitar que se disputem jogos das mais importantes competições no mesmo dia e hora na mesma localidade. Sendo o público sempre um elemento escasso, tudo devemos fazer para promover a sua captação para cada jogo e não a sua divisão. Face aos sorteios já realizados pergunta-se:
a.  Será melhor para a captação de público e rentabilização de custos que na Ilha Terceira se realizem dois jogos da Pró Liga no mesmo dia e hora?
b.  Será bom para a modalidade que, por exemplo, na AB Aveiro e na AB Braga se realizem dois jogos da LPB no mesmo dia e hora?
É certo que alguns destes aspetos, a exemplo de anos anteriores, ainda irão ser analisados, mas deve haver um reforço de análise e ponderação ao nível de todas as competições e tal apresentar-se como um elemento estrutural de organização dos jogos.
2.  Temos que mobilizar esforços no sentido de tentar rentabilizar os períodos de sábado de manhã para jogos de algumas competições. Os clubes serão os grandes beneficiários pois, potencialmente, ganharão público e rentabilizarão a ocupação do escasso número de juízes normalmente disponíveis.
3.  As horas de realização dos jogos de cada equipa devem criar no público uma certa habituação e não a incerteza do dia e hora dos jogos, com mudanças semanais;
4.  As equipas devem ponderar nessa calendarização as possibilidades de gestão do quadro de arbitragem nacional e regional, sob pena de, também por este motivo, haver uma sobrecarga de custos. Se todas as competições incidem sobre um mesmo dia, normalmente sábado, o esforço de arbitragem é muito grande e obriga a grandes deslocações de juízes de outras regiões.

Trata-se de um trabalho coletivo que carece de um forte envolvimento dos clubes, mas que tem que ser feito se queremos potencializar a utilização dos recursos escassos que temos.

O CA/FPB e os CAD´s devem desenvolver um trabalho de comunicação/informação eficaz de todos os agentes e clubes, sob pena de passarmos mais uma época chorando sobre leite derramado.

Cabe aos clubes o papel decisivo, pois inevitavelmente é sua a primeira responsabilidade pela organização dos jogos.
Os sorteios e a calendarização não são, em si mesmos, valores supremos, mas devem ser encarados como um modo de, sem desvirtuar a verdade desportiva, promover o jogo como um espetáculo desportivo.

Com pequenos passos se faz o caminho do sucesso, pelo que vale a pena refletir sobre este assunto.

valdemar cabral

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ANJB


Uma Associação para todos os juízes

A nossa Associação comemorou recentemente 23 anos de vida.

Com algumas incidências e épocas de maior ou menor vitalidade, permanece como uma voz na arbitragem nacional.

Uma voz que se quer independente, na defesa dos valores que devem
orientar um setor tão específico como é o da arbitragem.

No entanto, não pode a ANJB viver do passado e das pequenas vitórias, mas assumir o papel que lhe compete no seio da modalidade, sendo também ela um agente de mobilização e de mudança.

Num tempo difícil para o associativismo pois, mais do que nunca, impera o individualismo e a defesa dos interesses materiais, a ANJB deve continuar a prosseguir uma política de participação ativa no que se refere à defesa do estatuto do juiz de basquetebol e ao desenvolvimento da arbitragem nacional.

Sabemos que, como sempre, são poucos os que se predispõem a trabalhar em prol da ANJB e que a Direção tem desenvolvido uma atividade meritória durante o seu mandato, designadamente a realização do Clinic Internacional, a parceria para fornecimento dos equipamentos para os juízes, a proposta alternativa para o seguro desportivo e a dinamização do seu “site”, mas isso não significa que não possam ser melhorados muitos aspetos e que a própria Direção não deva repensar o seu modelo de gestão e de comunicação com os associados.

Atualmente, e salvo melhor opinião, a primeira preocupação da ANJB tem que ser a sua própria sustentabilidade e capacidade de representação junto dos fóruns de decisão.

Mas, quer se queira, quer não, isso não se faz com conversas de “pé de orelha”, mas com uma maior afirmação da ANJB do ponto de vista quantitativo, isto é, número efetivo de associados, e com o ser capaz de ter uma visão global e proposta de trabalho para os problemas da arbitragem, amplamente discutida com os associados e assente na realidade nacional.

Só a conjugação desses dois elementos pode contribuir para uma maior credibilização da imagem da ANJB e a sua colocação no centro da discussão dos assuntos verdadeiramente relevantes para os juízes e a arbitragem.

Como noutros aspetos da nossa modalidade, já não basta fazer bem o mesmo, torna-se necessário saber dar um passo em frente e inovar, motivar e envolver os juízes, pois só assim eles podem reconhecer a verdadeira razão para se tornar sócio da ANJB.

valdemar cabral

domingo, 18 de agosto de 2013

CAMPEONATO EUROPA SUB.16 FEMININO



Já muito se escreveu sobre a participação de Portugal no Campeonato da Europa de sub 16 femininos, que decorreu em Matosinhos nos passados dias 1 a 11 de agosto.

Desta competição, e para além de outros aspetos positivos a realçar, designadamente os resultados desportivos obtidos, retiro a capacidade organizativa da F.P.B. e da A.B.P., no sentido de garantir o sucesso de mais esta organização internacional.

Nunca é demais realçar este êxito, num tempo em que, por vezes, somos levados só pela lamentação e a crítica fácil.
De facto ficou demonstrado que os adeptos da modalidade estão aptos para comparecer e dar o seu apoio, desde que para tal seja motivado e respeitado.

Motivado quando a competição é devidamente divulgada e o jogo proporciona espetáculos de bom nível técnico e gerador de afetos, sejam eles, como foi o caso, a identidade nacional, sejam, noutras ocasiões, o carisma regional ou clubístico.
Sem afeto, emoção e identificação com as equipas, não haverá público nos jogos, o que significa o não desenvolvimento da modalidade.

Respeitado quando ao público é reconhecido o direito a boas condições de acolhimento e informação, seja no acesso a todos  os elementos que são chave no jogo – tempo e resultado – seja nas condições de acomodação.

Importa, a título de exemplo, referir a decisão da FIBA de determinar que os jogos da seleção de Portugal se realizassem todos no CDC de Matosinhos, demonstrando, assim, que importa criar sempre as melhores condições para o jogo e o público, facto tantas vezes menos considerado nas nossas competições internas.

Todos nós Dirigentes, seja dos clubes, das Associações ou da F.P.B., temos que saber retirar ilações e colher os frutos desta organização, continuando a trabalhar para que os jogos e as competições sejam espetáculos motivadores, que cativem a presença dos adeptos e público em geral, pois só assim a nossa modalidade se desenvolve.

Mas para isso é absolutamente necessário ser inovador e ir ao encontro do público, proporcionando jogos-espectáculo que correspondam, em todos os aspetos ao desejado pelos amantes da modalidade.

Vale apena tentar, pois estes adeptos merecem o nosso trabalho.

valdemar cabral

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Prof. JORGE ARAÚJO


COMUNICAÇÃO, LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO


Tomei hoje conhecimento da entrevista concedida pelo Prof. Jorge Araújo a uma estação de televisão.

Como é do conhecimento de todos os adeptos da modalidade, o Prof. Jorge Araújo foi treinador durante cerca de 40 anos e há cerca de 15 anos que desenvolve a sua atividade profissional na área da consultadoria, apoiando gestores e quadros das empresas na área do treino de atitudes e comportamentos ao nível, designadamente, da Liderança, Trabalho em Equipa, Comunicação Eficaz, Motivação, etc.

Apesar de nem sempre concordar com algumas das suas mais recentes tomadas de posição no seio da modalidade, do ponto de vista técnico considero que a entrevista aborda, de uma forma clara e concreta, aspetos da maior relevância que podem contribuir para o enriquecimento do desempenho de todos aqueles que têm a responsabilidade de liderar equipas e promover a sua motivação.

Mas mais do que as palavras, deixo o convite para a referida entrevista em: http://portocanal.sapo.pt/um_video/oRR6yWerCreAmfihoVV4/

Valdemar Cabral





terça-feira, 30 de julho de 2013

PAPA RIO JANEIRO


O JOVEM PAPA FRANCISCO 

 
Na cultura do promissor e do relativo, muitos dizem que o importante é curtir o momento, que não vale a pena fazer escolhas definitivas para a vida. 
 

Em vista disso, peço que vocês sejam revolucionários.

Peço que vocês remem contra a corrente.

Peço que se rebelem contra esta cultura do provisório, que no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades.

Tenho confiança em vocês, jovens.

Tenham coragem de ir contra a corrente", pediu o Papa


É bom que estas palavras sejam por todos nós interiorizadas e façamos delas uma oportunidade de reflexão.

Numa época de crise de valores, em que o facilitismo, sucesso imediato e o materialismo muitas vezes se sobrepõem aos interesses coletivos, impõe-se que quem tem as responsabilidades de dirigir equipas, projetos ou atividades assuma uma atitude de verdadeira liderança, e não de chefe, e, nesta medida, seja revolucionário, “remando contra a maré”.

É isso que se espera de todos os jovens, independentemente da idade, pois a juventude é um estado de espírito.

Valdemar cabral

 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Carreira de Arbitragem

Árbitro de Basquetebol – uma carreira

Os sucessos alcançados pelos árbitros internacionais portugueses nesta última semana, e a que somam outros de grande relevo nos últimos tempos, devem ser registados como exemplos para dinamizar a figura do
árbitro e, acima de tudo, a carreira da arbitragem como uma via de realização pessoal dos jovens juizes.


A questão que se coloca é como é que através dos sucessos alcançados podemos dinamizar a figura do árbitro e do oficial de mesa e motivar os jovens para a arbitragem, vendo esta como uma carreira desportiva suscetível de consagrar o sucesso pessoal de cada um deles.

Bastarmo-nos com a notícia e a congratulação do êxito é muito pouco e é desperdiçar uma oportunidade de dinamização e valorização da arbitragem numa verdadeira visão nacional.

O reconhecimento público aos nossos árbitros internacionais, a notoriedade nacional e internacional alcançada, o respeito e admiração que lhes é concedido e a indicação dos seus nomes como exemplos de sucesso individual são valores que devem ser transmitidos aos jovens e que deverão servir de alimento à carreira de arbitragem que eles assumiram.

O sucesso tem que ser motivador para os jovens árbitros e oficiais de mesa e consagrado como algo que só é atingido com trabalho, competência, dedicação e humildade.

É importante demonstrar aos jovens que ser juiz de basquetebol consagra a possibilidade de uma carreira de sucesso e que vale a pena trabalhar para alcançar o êxito pois, como alguém referiu, “Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”Henry Ford.

Mas para tal, todos os que têm responsabilidades na arbitragem, e especialmente as Associações e os seus CAD´s, pois são quem está na génese do processo formativo e a quem é confiada, em 1ª mão, a ingrata missão de cativar, promover e reter valores para a arbitragem, têm que desenvolver um trabalho profícuo para implementar uma gestão pró-ativa da carreira de árbitro e oficial de mesa.

Não bastam palavras, é necessário ações que promovam no juiz e no sistema de arbitragem valores de motivação e desenvolvimento pessoal e desportivo.

Que valores nós, dirigentes, devemos incentivar, desenvolver e incutir nos nossos jovens árbitros e oficiais de mesa?

ü                Autoconsciência - O juiz tem que interiorizar que lhe compete decidir, assumir a opção que deseja e trabalhar com esse objetivo. O juiz deve “agir” em vez de “reagir”. Esta interiorização da sua capacidade de decisão, liberta-o perante a crise e a dificuldade. Por ventura essa autoconsciencia pode conduzir ao seu afastamento por opção consciente e querida, mas ganharemos muito mais com os que ficam porque são, por certo, determinados e muito mais identificados com a opção de ser árbitro ou oficial de mesa.

ü                 Positividade – Temos que fazer com que os jovens juízes acreditem no futuro e no sucesso, promovendo um relacionamento com todos os agentes de forma positiva, pois só assim se mobilizam para, apesar dos obstáculos que possam surgir e dos insucessos, atingirem o seu objetivo.

ü                Criatividade– Os juízes devem ser criativos no seu trabalho e não ficarem presos à rotina. A criatividade leva à inovação e esta torna mais rico o desempenho e a vontade de vencer.

ü                Desafio – Uma carreira de arbitragem torna-se aliciante à medida que os dirigentes forem capazes de lançar desafios e metas e o juiz trabalhar para os alcançar. Objetivos e metas que devem ser concretos e credíveis, e reconhecidos quando atingidos. Confrontado com novos desafios e novas oportunidades o juiz supera-se a si próprio e nessa medida desenvolve-se e mobiliza-se para novos e mais difíceis obstáculos.

ü                 Compensação – Para tornar uma carreira aliciante importa valorizar as compensações, mas fazê-lo com criatividade e numa atitude positiva. Importa demonstrar ao jovem juíz as vantagens da carreira de arbitragem, assumindo os dirigentes uma atitude realista, concreta e positiva e não serem, por vezes, os primeiros arautos da desgraça.

Que compensações o sistema de arbitragem potencializa? 

  
  • Integração e desenvolvimento  social mais rico e diferenciado;
  • Reconhecimento público, notoriedade, espírito de pertença a uma modalidade de sucesso e de relevante expressão nacional e internacional;  
  • Conhecimento de novas gentes e locais, a nível nacional e internacional; 
  • Meio de desenvolvimento pessoal; 
  • Participar em momentos altos da modalidade; 
  • Prémios de jogo em função da sua evolução na carreira da arbitragem, mas que têm sempre que ser encarados como meros incentivos e nunca como remuneração.
 
Outras formas de encarar a arbitragem podem haver, mas num momento de crise financeira e de valores, corremos o risco de esta ser a única via para promovermos a arbitragem e trabalharmos para o desenvolvimento da modalidade.

valdemar cabral